Idosa é atacada por pitbull em Leopoldina e segura patas do animal até chegada dos bombeiros

Uma idosa de 77 anos viveu momentos de terror na manhã de quinta-feira (29), no Bairro Bandeirantes, em Leopoldina, Zona da Mata mineira, ao ser atacada por um pitbull enquanto caminhava pela calçada a caminho do dentista. Para evitar ferimentos mais graves, ela segurou as patas dianteiras do cão com força e o manteve imobilizado até a chegada do Corpo de Bombeiros. Creuza Maria do Carmo contou que tentou atravessar a rua ao avistar o animal, mas ele a perseguiu, pulou em seu braço e mordeu seu cotovelo. O cão ainda tentou atingi-la no pescoço. “Segurei firme as patas da frente e apertei com força. Acabei caindo, mas não soltei”, relatou. Mesmo ferida e no chão, ela conseguiu impedir novos ataques, embora ninguém que passava pela rua tenha lhe prestado ajuda. “Perdi a noção do tempo, só pensava em me proteger”, disse. O Corpo de Bombeiros conteve o pitbull usando cambão e corda, seguindo protocolos de segurança. O animal foi encaminhado ao Canil Municipal, onde está sob cuidados de uma médica veterinária. A vítima sofreu ferimentos leves, foi atendida no posto de saúde do bairro, recebeu vacina antirrábica, curativos e registrou um boletim de ocorrência na delegacia. Mesmo abalada e com o corpo dolorido, Creuza precisou trabalhar como cuidadora na mesma noite. Até o momento, não há confirmação sobre quem é o tutor do cão. A família da vítima afirmou não saber quem é o responsável e cobra providências das autoridades. “A polícia precisa encontrar o dono do cachorro. Ontem fui eu, amanhã pode ser outra pessoa”, alertou Creuza. A Polícia Civil informou que foram registrados dois boletins sobre o caso, ambos encaminhados à 26ª Delegacia para investigação. A Prefeitura de Leopoldina, em nota, afirmou que o animal possui tutor e está sendo monitorado no canil. A administração também declarou que acompanha as preocupações da população sobre cães soltos e estuda ampliar o serviço do castramóvel para oferecer castrações gratuitas, especialmente para famílias em situação de vulnerabilidade e protetores independentes.
Tragédia em Ubá: Gêmeos de 1 ano morrem afogados em piscina

Uma tragédia abalou a cidade de Ubá no último sábado (8), quando dois irmãos gêmeos, de apenas 1 ano, perderam a vida ao se afogarem na piscina de uma casa no Bairro Santa Rosa. O caso gerou grande comoção e levanta um alerta sobre a segurança infantil em residências com piscinas. De acordo com o boletim de ocorrência, os socorristas do Samu foram acionados para a ocorrência, mas, ao chegarem ao local, apenas puderam confirmar o óbito das crianças. A mulher de 37 anos, responsável pelos gêmeos desde o nascimento devido ao envolvimento da mãe biológica com drogas, relatou à polícia que os meninos ainda dormiam por volta das 8h da manhã, momento em que ela aproveitou para descansar um pouco mais. Algum tempo depois, seu filho de 6 anos a acordou pedindo leite. Ao ir até a cozinha, percebeu que os bebês não estavam mais na cama. Desesperada, ela iniciou a busca pelos pequenos e os encontrou boiando na piscina. Com a ajuda da filha mais velha, de 17 anos, retirou as crianças da água e tentou reanimá-las até a chegada dos socorristas. Os profissionais do Samu realizaram manobras de ressuscitação por aproximadamente 40 minutos, mas infelizmente sem sucesso. Abalada emocionalmente, a mulher foi levada ao hospital e, posteriormente, encaminhada à delegacia para prestar depoimento. O celular dela foi apreendido para análise, e a Polícia Civil já iniciou as investigações. O delegado responsável pelo caso, Diogo Abdo Jorge, abriu um inquérito e informou que diligências foram realizadas e exames periciais solicitados para entender as circunstâncias do ocorrido. A comunidade de Ubá está consternada com a perda irreparável. O caso segue em investigação.