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Quase 50 pessoas são presas em operação contra o Comando Vermelho na Zona da Mata; chefes locais estão entre os detidos

Operacao Mp Tocantins

Uma grande ação integrada entre forças de segurança de Minas Gerais e do Rio de Janeiro resultou na prisão de 46 pessoas ligadas ao Comando Vermelho na manhã desta terça-feira (18). A operação, batizada de “Meetinghouse”, alcançou dois chefes da organização criminosa que atuavam na Zona da Mata mineira. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ambos estavam escondidos no estado do Rio de Janeiro. As demais prisões ocorreram em Tocantins (14), Ubá (8), Rio Pomba (2), Além Paraíba (1) e Eugenópolis (1). Além dos detidos, a operação apreendeu drogas, armas, munições, bombas artesanais e diversos materiais usados pelo grupo. Ao todo, cerca de 60 mandados judiciais foram cumpridos, incluindo apreensão de veículos e de valores utilizados em atividades criminosas. A operação integra a 12ª fase da “Hércules”, da Polícia Militar, e teve como objetivo desarticular núcleos do Comando Vermelho envolvidos em crimes violentos cometidos em Minas Gerais. Participaram da ação cerca de 100 agentes, entre policiais militares mineiros, promotores do MPMG e do Ministério Público do Rio de Janeiro, policiais do Centro de Segurança Institucional, policiais penais dos dois estados e servidores do Ministério Público. Balanço parcial da operação:

Governo do RJ confirma 121 mortos em megaoperação; moradores dizem ter encontrado dezenas de corpos em áreas de mata

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O governo do Rio de Janeiro confirmou nesta quarta-feira (29) que 121 pessoas morreram na megaoperação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha contra o Comando Vermelho. Segundo o secretário da Polícia Civil, delegado Felipe Curi, entre as vítimas estão quatro policiais e 117 suspeitos. A ação é considerada a mais letal da história do estado. Moradores do Complexo da Penha afirmam que, após os confrontos, encontraram mais de 70 corpos em áreas de mata, especialmente na região da Vacaria, na Serra da Misericórdia, onde houve intensa troca de tiros. Os corpos teriam sido levados para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, para facilitar o reconhecimento por familiares. Curi, porém, afirmou que foram localizados 63 corpos na mata. A contagem oficial passou por divergências. Na terça (28), o governo havia informado 64 mortos, incluindo quatro policiais. Na manhã seguinte, o governador Cláudio Castro (PL-RJ) confirmou apenas 58 mortos — 54 suspeitos e quatro policiais — sem explicar a diferença. Mais tarde, a cúpula da segurança atualizou o número para 119 mortos, e, por fim, chegou ao total de 121. Curi também informou que 113 pessoas foram presas, sendo 33 de outros estados, como Amazonas, Ceará, Pará e Pernambuco. O secretário destacou que haverá perícia para determinar se todos os corpos encontrados têm relação com a operação. O governador Cláudio Castro classificou a ação como um “sucesso” e afirmou que apenas os quatro policiais mortos são “vítimas”. Questionado sobre os corpos encontrados por moradores, ele respondeu que a contagem oficial começa apenas quando os corpos chegam ao Instituto Médico-Legal (IML). O ativista Raull Santiago, que ajudou a retirar corpos da mata, relatou o cenário de horror. “Em 36 anos de favela, nunca vi nada parecido. É algo brutal e violento num nível desconhecido”, disse. Os moradores deixaram os corpos sem camisa para agilizar o reconhecimento por parentes, expondo tatuagens e marcas corporais. Segundo relatos, muitos apresentavam ferimentos de bala e alguns estavam desfigurados. O reconhecimento oficial das vítimas está sendo feito no prédio do Detran ao lado do IML, no Centro do Rio, onde o acesso é restrito à Polícia Civil e ao Ministério Público. Em outro momento, moradores levaram seis corpos em uma Kombi até o Hospital Estadual Getúlio Vargas. O veículo chegou em alta velocidade e deixou o local logo em seguida.

Operação “Hércules X” desarticula facção do Comando Vermelho na Zona da Mata mineira: quase 20 presos e uso de menores no crime

Operacao Hercules X

Uma megaoperação deflagrada na manhã desta terça-feira (21) resultou na prisão de 19 pessoas suspeitas de integrar uma facção criminosa ligada ao Comando Vermelho, que vinha expandindo sua atuação na Zona da Mata mineira. Batizada de “Hércules X”, a ação foi conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais, em parceria com o Gaeco e o 21º Batalhão da Polícia Militar, e teve como objetivo conter o avanço do grupo, acusado de tráfico de drogas, recrutamento de menores, ameaças a policiais, confrontos armados e homicídios, incluindo casos de “justiçamentos” — execuções internas dentro da facção. Ao todo, foram cumpridos 32 mandados de busca e apreensão, 19 de prisão temporária, 5 de internação de adolescentes e 2 de bloqueio de imóveis em Visconde do Rio Branco, Juiz de Fora, Ubá, Viçosa, Rodeiro e até no Rio de Janeiro. Mais de 100 agentes participaram da operação, com apoio de helicóptero, cães farejadores e drones. Durante as buscas, foram apreendidos 17 celulares, um computador, maconha, balança de precisão, câmeras de vigilância, munições, R$ 8.709 em dinheiro, veículos e até pássaros silvestres mantidos em cativeiro. As investigações apontam que a facção vinha se fortalecendo em Visconde do Rio Branco e expandindo sua influência para municípios vizinhos. Jovens e adolescentes eram aliciados para atuar como “soldados do tráfico”, colocando em risco suas vidas e a segurança das comunidades. A Polícia Militar informou ainda que alguns dos presos são suspeitos de participação direta em execuções sumárias e disputas internas dentro da própria organização. Com a operação, as autoridades esperam enfraquecer a estrutura criminosa e restabelecer a sensação de segurança na região.

Polícia Militar e Ministério Público deflagram operação e prendem foragidos da Justiça em Ubá e Visconde do Rio Branco

Na manhã desta terça-feira (25), a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), em conjunto com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), deflagrou a Operação Shenzi/Hercules III, com o objetivo de combater o tráfico de drogas e crimes violentos, incluindo homicídios, cometidos por membros de uma organização criminosa atuante nas cidades de Ubá e Visconde do Rio Branco. De acordo com as investigações, o grupo criminoso possuía conexões com facções do Rio de Janeiro, como o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP). A operação, iniciada em janeiro, foi concluída nesta terça-feira com expressivos resultados: A Polícia Militar ressaltou seu compromisso incansável na proteção da sociedade, reforçando o enfrentamento contra o crime organizado e garantindo mais segurança para os cidadãos de bem.

Polícia Militar realiza mega operação em Rio Pomba e região, integrante do comando vermelho é preso

Nesta segunda-feira (17), o 21º Batalhão de Polícia Militar (21º BPM) realizou a Operação Hércules II, cumprindo mandados de prisão e de busca e apreensão nas cidades de Ubá, Visconde do Rio Branco, Rio Pomba, São Geraldo, Mercês e Rodeiro, na Zona da Mata mineira. A operação foi planejada com o objetivo de intensificar o combate ao crime organizado, tráfico de drogas, porte ilegal de armas de fogo e homicídios na região. Um dos principais alvos da operação foi um integrante da facção criminosa Comando Vermelho, que, segundo informações preliminares, estaria recrutando pessoas em cidades como Astolfo Dutra, Piraúba, Rio Pomba, Rodeiro e Ubá para integrar a organização criminosa. 𝐍ú𝐦𝐞𝐫𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐎𝐩𝐞𝐫𝐚çã𝐨 𝐇é𝐫𝐜𝐮𝐥𝐞𝐬 𝐈𝐈 Também foram apreendidos 9 celulares, que devem ser periciados para aprofundar as investigações e identificar possíveis conexões entre os presos e outros crimes na região. A Operação Hércules II reafirma o compromisso da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) com a segurança da população, promovendo ações incisivas para combater a criminalidade.

Homicídio choca frequentadores da Praça Antônio Carlos, em Juiz de Fora

Na noite do último domingo (9), um homem de aproximadamente 30 anos foi morto a tiros nas imediações da Praça Antônio Carlos, no Centro de Juiz de Fora. O crime ocorreu durante um evento privado que acontecia no local, o ‘Pagode do Nelsinho’, que, segundo a Prefeitura, não fazia parte do calendário oficial do carnaval. De acordo com o registro policial, a vítima foi atingida por três disparos de arma de fogo e morreu antes da chegada do Samu, que foi acionado para prestar socorro. A Polícia Militar isolou a área e acionou a Perícia da Polícia Civil para as investigações. O tumulto gerado pelo crime também causou mal-estar em algumas pessoas presentes no evento. A equipe do Samu socorreu duas vítimas: uma sofreu um ataque de pânico e outra teve uma crise convulsiva. Ambas foram levadas ao Hospital de Pronto Socorro (HPS). Uma testemunha relatou às autoridades que o homicídio pode ter sido motivado por uma represália de uma facção criminosa, o Comando Vermelho. Segundo essa versão, o homem assassinado teria sido autor de outro homicídio no ano de 2024. A polícia apreendeu um aparelho celular e a quantia de R$ 249 que estavam com a vítima. Até a última atualização desta matéria, nenhum suspeito havia sido preso, e o caso segue sob investigação da Polícia Civil. A Prefeitura de Juiz de Fora se manifestou por meio de nota oficial, destacando que o evento era de responsabilidade privada e que o organizador, identificado como ‘Nelsinho do Pagode’, foi autuado em R$ 10 mil. As infrações cometidas incluem obstrução de via pública, através do cercamento da praça, e sujeira deixada no local após o evento. O organizador se pronunciou lamentando a fatalidade e negou qualquer relação do evento com o crime. Ele destacou que a festa seguiu todas as exigências da Prefeitura e contou com a presença de mulheres, crianças e idosos, reforçando que o objetivo era proporcionar um ambiente familiar e seguro. A população de Juiz de Fora segue consternada com o crime, e as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do homicídio.

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